O Conselho Estadual de Saúde, que reúne representantes
de órgãos governamentais, se posicionou contrário à volta das aulas presenciais
durante a pandemia do coronavírus. A posição foi tomada em reunião on-line nesta
segunda-feira, 14 de setembro, à qual presidenta da Apeoesp (Sindicato dos
Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), a deputada estadual
Professora Bebel (PT), foi convidada a
participar para debater a questão da volta das aulas presenciais nas escolas da
educação básica do Estado de São Paulo e se posicionou contrária ao retorno das
aulas.
A posição da entidade, conforme explicou a deputada
Professora Bebel, está baseada em evidências científicas e nas recomendações da
Organização Mundial da Saúde e da comunidade científica, além de estudos que
vêm sendo realizados, como o Manual para Escolas Saudáveis, elaborado pela Apeoesp
em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil – seção São Paulo e o
DIEESE.
Na reunião, a presidenta da Apeoesp enfatizou sobre
a condição dos prédios, que apresentam ausência de equipamentos de proteção
individual e da ausência de procedimentos adequados de higienização, além de
destacar a quantidade de pessoas que serão atingidas pela medida, que equivale
à população do Paraguai. “Se voltarem as aulas, oito milhões de pessoas vão ser
postas a circular pelas ruas do Estado. Portanto, se abrir as escolas vai virar
um genocídio”, ressalta.
Bebel lembrou também da questão da mobilidade de
professores e alunos, que deverão se utilizar dos meios de transporte, tanto o
público como aquele contratado pelas prefeituras, para ir de casa para as
escolas e vice-versa, destacando que as crianças podem ser assintomáticas, mas
carregam alta carga viral, e são cuidadas por pessoas que estão nos grupos de
risco, como por exemplo, idosos. “Ao final do debate, o Conselho foi sensível à
nossa argumentação e aos dados apresentados, tomando posição oficial contra a
volta das aulas presenciais neste momento, que será encaminhada ao governo
estadual”, disse.
Para Bebel, “mais uma batalha vencida em defesa da
vida, inclusive considerando que as comunidades escolares aceitam e acatam as
recomendações do sindicato, recusando-se a participar da volta às escolas que o
governo do Estado vem promovendo desde o dia 8/9, conforme levantamento diário
que a Apeoesp está realizando”, argumenta.





