Nenhum interessado apareceu para arrematar o terreno do
Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães, a sede do União Barbarense, no leilão
realizado nesta quarta-feira (20) em Santa Bárbara d’Oeste. Todo o procedimento
teve a condução do corretor judicial Adílio Gregório Pereira, da Galeria
Pereira.
O corretor judicial deveria apresentar à Justiça todas as
propostas recebidas, indicar a ordem de recebimento, a qualificação dos
licitantes, valores e formas de pagamento até a data do dia 20 de outubro
conforme previsto no edital. Porém como não houve nenhuma posposta, o leilão
passará a ser na modalidade “venda direta”, com validade até 20 de janeiro de
2022, às 14 horas. Dessa forma, nesse intervalo, o Estádio Antônio Lins Ribeiro
Guimarães será vendido para a primeira pessoa que oferecer o valor mínimo.
Em contato com a reportagem do Portal SBNotícias/Rádio
Brasil, o diretor jurídico do União Barbarense, Dr. Régis Godoy, informou que o
corretor judicial disse que até o momento não houve nenhum tipo de contato e
nem interesses por maiores informações sobre o edital. O diretor ainda afirma
que a falta de interesse se dá até por conta das documentações do Estádio
Antônio Lins Ribeiro Guimarães.
O diretor segue com um recurso na Vara do Trabalho de Santa
Bárbara d’Oeste, contra os valores previstos no edital do leilão dos bens do
clube. Dr. Régis Godoy, argumenta que o lance mínimo de R$
18,5 milhões tem como base uma avaliação “defasada” de 2017. No último pedido,
a Vara de Justiça tinha negado o pedido, porém o advogado entrou com recursos,
para que juíza Mari Angela Pelegrini determine uma reavaliação dos imóveis.
A ação é motivada pelas dívidas trabalhistas, com
ex-jogadores e funcionários, que vêm desde gestões anteriores e atualmente
giram na casa de R$ 15 milhões. Somando-se esse valor a outros débitos fiscais,
o rombo chega a um valor entre R$ 18 e 20 milhões.





